A decisão do juiz James Robart foi tomada após os procuradores-gerais dos Estados de Washington, onde fica Seattle, e Minnesota pedirem uma liminar contra o veto. O recurso pode ser derrubado pelo governo na Departamento de Segurança Interna.
Segundo o procurador-geral de Washington, Bob Ferguson, o decreto anunciado em 27 de janeiro ĂŠ discriminatĂłrio e inconstitucional e estĂĄ prejudicando moradores e empresas, como as tecnolĂłgicas Amazon, Expedia e Microsoft.
"Este veredicto interrompe o decreto agora mesmo", disse Ferguson, que espera que a decisĂŁo seja cumprida pelo governo federal. Outras trĂŞs açþes foram apresentadas por procuradores de VirgĂnia, Massachusetts e HavaĂ.
No primeiro caso, a Justiça ordenou que a Casa Branca envie ao Estado a lista das 60 mil pessoas retidas desde sĂĄbado (28). Os demais foram rejeitados pelos juĂzes devido ao ceticismo em relação ao qualificativo de intolerância religiosa.
O Departamento de Segurança Interna americano ainda nĂŁo comentou sobre a liminar. A proibição de entrada por 90 dias de cidadĂŁos dos sete paĂses muçulmanos e de refugiados de todo o mundo levou os aeroportos ao caos.
Pela regra, visitantes de IrĂŁ, Iraque, IĂŞmen, LĂbia, SĂria, SomĂĄlia e SudĂŁo serĂŁo barrados nas fronteiras e aeroportos. Na semana passada, a Casa Branca recuou e tirou a proibição de imigrantes com residĂŞncia permanente nos EUA.
No caso de refugiados, o prazo de proibição ĂŠ de 120 dias para todo o mundo, exceto os sĂrios, barrados por tempo indeterminado. Trump afirma que a medida ĂŠ para combater a entrada de terroristas radicais islâmicos.
O republicano foi alvo de uma sĂŠrie de protestos em todo o paĂs contra o decreto, mas nĂŁo voltou atrĂĄs. A medida ĂŠ rejeitada pela maioria do paĂs -53%, segundo pesquisa da rede CNN, e 55%, de acordo com o Instituto Gallup.
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