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Tribunal de Seattle aprova liminar que suspende veto a imigrantes nos EUA

O Tribunal Federal de Seattle, no noroeste dos EUA, suspendeu temporariamente nesta sexta-feira (3) em todo o país o decreto do presidente Donald Trump que impede a entrada de cidadãos de sete países de maioria islâmica.
 
A decisão do juiz James Robart foi tomada após os procuradores-gerais dos Estados de Washington, onde fica Seattle, e Minnesota pedirem uma liminar contra o veto. O recurso pode ser derrubado pelo governo na Departamento de Segurança Interna.
 
Segundo o procurador-geral de Washington, Bob Ferguson, o decreto anunciado em 27 de janeiro ĂŠ discriminatĂłrio e inconstitucional e estĂĄ prejudicando moradores e empresas, como as tecnolĂłgicas Amazon, Expedia e Microsoft.
 
"Este veredicto interrompe o decreto agora mesmo", disse Ferguson, que espera que a decisão seja cumprida pelo governo federal. Outras três açþes foram apresentadas por procuradores de Virgínia, Massachusetts e Havaí.
 
No primeiro caso, a Justiça ordenou que a Casa Branca envie ao Estado a lista das 60 mil pessoas retidas desde såbado (28). Os demais foram rejeitados pelos juízes devido ao ceticismo em relação ao qualificativo de intolerância religiosa.
 
O Departamento de Segurança Interna americano ainda não comentou sobre a liminar. A proibição de entrada por 90 dias de cidadãos dos sete países muçulmanos e de refugiados de todo o mundo levou os aeroportos ao caos.
 
Pela regra, visitantes de Irã, Iraque, Iêmen, Líbia, Síria, Somålia e Sudão serão barrados nas fronteiras e aeroportos. Na semana passada, a Casa Branca recuou e tirou a proibição de imigrantes com residência permanente nos EUA.
 
No caso de refugiados, o prazo de proibição Ê de 120 dias para todo o mundo, exceto os sírios, barrados por tempo indeterminado. Trump afirma que a medida Ê para combater a entrada de terroristas radicais islâmicos.
 
O republicano foi alvo de uma sĂŠrie de protestos em todo o paĂ­s contra o decreto, mas nĂŁo voltou atrĂĄs. A medida ĂŠ rejeitada pela maioria do paĂ­s -53%, segundo pesquisa da rede CNN, e 55%, de acordo com o Instituto Gallup.

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