O museu do Louvre reabriu as portas neste sĂĄbado (4), Ă s 9h30, um dia depois do atentado contra militares na entrada da galeria Carrossel, que dĂĄ acesso ao prĂŠdio.
As medidas de segurança, que jĂĄ estĂŁo em seu nĂvel mĂĄximo por conta do estado de emergĂŞncia na França, nĂŁo foram reforçadas. As lojas da galeria abriram as portas normalmente.
O ataque contra militares da Operação Sentinela, que visa justamente a prevenir atentados, ocorreu ontem (3) pela manhã. O suspeito, que ainda não foi formalmente identificado, seria Abdallah EI H. Ele atacou os agentes com duas facas, ferindo um deles levemente no couro cabeludo, mas foi neutralizado com tiros no abdômen. Durante a ação, as 250 pessoas que estavam no museu foram colocadas em salas seguras.
O procurador da Justiça de Paris, François Moulin, confirmou o carĂĄter “terrorista” do ataque dessa sexta-feira. Abdallah EI H, 29 anos, foi identificado como sendo de nacionalidade egĂpcia. Ele chegou como turista em Paris no dia 26 de janeiro. Sua passagem de volta estava marcada para o dia 5 de fevereiro.
Abdallah pediu visto em outubro no consulado da França em Dubai. O documento foi obtido em menos de uma semana. Abdallah estava hospedado em um apartamento alugado perto da avenida Champs ElysĂŠe. No seu quarto, a polĂcia nĂŁo encontrou indĂcios de propaganda jihadista.
O suspeito estĂĄ internado e nĂŁo corre mais risco de morte. A Justiça francesa ainda nĂŁo sabe se ele agiu sozinho ou recebeu "ordens" de algum grupo terrorista. Entretanto, poucos minutos antes da ação, ele tuitou varias mensagens mencionando o grupo Estado Islâmico, "combatentes na SĂria" e "combatentes de todo o mundo".
Mais de 7,3 milhþes de pessoas, sendo que 75% são estrangeiros, visitaram o Louvre no ano passado, uma queda de cerca de 15% em relação a 2015.
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