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Rio-2016 promete transformar Maracanã em grande teatro

Um superespetáculo para 65 mil pessoas no estádio e mais três bilhões, pela tevê, em todo o planeta. E, apesar de ser cheia de números impressionantes (veja a tabela ao lado), a Cerimônia de Abertura da Rio-2016 - sob direção dos cineastas Fernando Meirelles, Daniela Thomas e Andrucha Waddginton, da coreógrafa Débora Colker e do cenógrafo Abel Gomes - promete surpreender pela simplicidade de seus principais momentos, apresentando ao mundo a cultura brasileira e fazendo do Maracanã um verdadeiro teatro, com muita interação com a plateia.  
"Até por conta da condição econômica do país, nossa Abertura não tem a grandiosidade de Pequim, os imensos efeitos especiais de Atenas ou a excentricidade e qualidades técnicas de Londres. É uma cerimônia analógica", explica o produtor-executivo Marco Balich, italiano, que já participou de outras cerimônias olímpicas. A apresentação custará a metade dos US$ 42 milhões gastos em Londres-2012 e se baseia em temas como sustentabilidade, o sorriso e a inventividade do brasileiro.
"O Brasil tem o último grande jardim do mundo (a Floresta Amazônica). Nós precisamos cuidar desse jardim e tentar compartilhar esta mensagem, uma mensagem de esperança. É uma cerimônia muito contemporânea. Mesmo sem efeitos especiais, ela fala às pessoas do futuro. De uma forma muito humilde. Não é uma apresentação sobre o quão bom ou moderno é o país", explicou Balich.
O espetáculo é cercado de mistérios, mas parte deles já foi revelada nos dois ensaios realizados no domingo e na quarta-feira, 3, com a presença de 30 mil convidados, a maioria parentes de voluntários. Apesar dos pedidos da organização para que não fossem tiradas fotos ou feitos vídeos, muitos postaram imagens e descreveram cenas nas redes sociais [veja abaixo o que já foi revelado].
'Esquente'
Um 'pré-show' será comandado pela atriz Regina Casé, para ensaiar com o público suas participações. A festa, que não terá mestres de cerimônia, exibirá em sua  primeira parte apresentações artísticas. Em seguida, haverá o desfile de delegações e voluntários. Depois, discursos do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, e do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman. Na sequência, o presidente interino Michel Temer vai declarar abertos os Jogos. A festa se encerra com o fim revezamento da tocha e o acendimento da pira olímpica.
O nome do último carregador da tocha, que vai acender a pira, é mantido sob sigilo, mas o tricampeão mundial de futebol Pelé revelou na terça, 2, que foi consultado pela organização sobre a possibilidade. Além dele, o ex-velejador Torben Grael e o ex-tenista Gustavo Kuerten também estavam entre os cotados para a missão. Outro segredo muito bem guardado é o conceito da pira olímpica. Considerado um dos grandes símbolos do evento esportivo, o objeto costuma representar os valores da população local, sempre na esperança de surpreender com uma dose de tecnologia, beleza e criatividade. No caso do Brasil, será a segunda vez na história que ficará fora do estádio olímpico (a primeira foi nos últimos Jogos de inverno, em Sochi, na Rússia). Ela será erguida na Praça Mauá, na região portuária do Rio. Como e por quem será acessa, só saberemos nesta sexta, 5...
Operação 'abafa-vaia'
Tradição em Olimpíadas, cabe ao chefe de Estado do país-sede abrir oficialmente os Jogos. Mas, por conta da situação política do Brasil, o Comitê Rio-2016 preparou uma 'operação abafa-vaia' para preservar o presidente interino Michel Temer em sua curta fala: "Declaro abertos os Jogos do Rio, celebrando a 31ª Olimpíada da Era Moderna".
A organização planeja aumentar o som de uma música ou efeito sonoro de fundo em alto volume no estádio, logo após o pronunciamento. No ensaio (sem Temer), houve vaias.
(Atarde)

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