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Família de operário morto em Itaquerão pede R$ 1 mi e pensão vitalícia

Família de operário morto em Itaquerão pede R$ 1 mi e pensão vitalícia
Foto: Tiago Queiroz / Estadão
A família do operário Fábio Hamilton da Cruz (23), morto no último sábado após cair enquanto montava arquibancadas temporárias na Arena Corinthians, vai pedir indenização de R$ 1 milhão e pensão vitalícia. Segundo o advogado Ademar Gomes, que representa os familiares, a ação trabalhista será movida contra a WDS Construções, empresa terceirizada que atua na obra, a Fast Engenharia e a Odebrecht. O especialista explica que o valor pedido será por danos morais e materiais e a pensão requerida é de, no mínimo, 40% do salário da vítima. "Devo até pedir mais do que isso, pois ele estava contratado como ajudante, mas fazia a função de montador", afirmou à Folha de S. Paulo. O advogado disse que o curso preparatório que a empresa alegou ter oferecido para o funcionário, que estava na Fast desde janeiro deste ano, foi apenas teórico. "Era muito pouco tempo [de exercício da função] para ele trabalhar na altura que estava", completou Gomes. A mãe do operário, Sueli Rosa Dias, 45, revelou que Cruz já havia se queixado que o lugar era inseguro. Disse que ele reclamava que era preciso soltar o cabo para poder se deslocar pela obra e que a superfície sempre se mexia enquanto caminhava. Ainda segundo ela, Cruz também comentou que um colega de obra havia perdido os dedos em um acidente na mesma obra dias antes.

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