
Representantes dos Comerciários e sindicalistas se manifestaram em frente à Câmara de Vereadores após ser aprovado a Lei do Livre Comércio em Santo Antônio de Jesus.
Na Sessão na noite desta segunda-feira (30) a Lei foi debatida e houve o pedido de vistas do vereador Luciano Cuiuba, negado pela Mesa. Representantes dos comerciários e o sindicato estiveram presentes, acalorando as discussão. Para os sindicalistas, a Lei aprovada tirará direitos dos trabalhadores.
“A Câmara de vereadores age com insensibilidade. O dinheiro falou mais alto. A bancada do prefeito votou a favor. Usaram os trabalhadores para se elegerem e depois, na Câmara votam contra os direitos dos trabalhadores. Nós merecemos respeito”, disse Anatália Mercês, presidente do Sindicato dos Comerciários.
Em entrevista ao repórter Itajaí Júnior da Andaiá FM, o presidente da Câmara, Chico de Dega (DEM) recordou que a PL já estava em vigor a mais de 13 anos e foi revogada no final de 2020 pelo ex-prefeito Rogério Andrade.
Segundo declarou, a Lei aprovada nesta segunda apenas atualizará algumas medidas e incluirá outros serviços e garantiu que a eventual abertura do comércio aos domingos e feriados deverá passar por aprovação da administração municipal.
“Votamos uma Lei que já existe. O Projeto de Lei dá autonomia a abertura do Comércio, no entanto, se tiver necessidade de abertura deverá haver um acordo entre a Associação Comercial, Sindicato e Prefeitura, onde será apresentado um plano de ação”, garante.
Ainda conforme Chico de Dega mesmo antes da aprovação, alguns supermercados e restaurantes já estariam em funcionamento aos domingos e que a imposição de alguns vereadores frustra o interesse da população e taxa como inverdade as ilações postas onde são afirmadas que trabalhadores perderão direitos.
“A Lei já existia, e Santo Antônio de Jesus não tem características de abertura do comercio aos domingos e se por ventura a Lei vier a prejudicar aos trabalhadores iremos revoga-la”, completa.
Já o vereador Luciano Cuiuba (PSD), que votou contra a PL, afirmou que não foi ouvido nem participou de nenhuma reunião onde foi decidido a aprovação do projeto. Segundo declarou, o Projeto foi posto em votação a revelia, sem a participação da Classe trabalhadora em discussão.
“Não nos deram o direito de negociar ou de saber de como seriam as pautas como banco de horas ou remuneração. Ninguém explicou. A Medida irá gerar mais empregos, de que forma? precisamos entender para depois debater o tema. Na minha concepção é vergonhoso o que aconteceu aqui hoje, pois não houve discussão para esse projeto”, externou.
Texto: Blogdovalente
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