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SAJ: Denúncias de violência contra mulher aumentaram 50% durante a pandemia, diz delegada

 Houve redução no número de registros de violência contra mulheres em Santo Antônio de Jesus no primeiro semestre de 2020, quando comparado ao cenário nacional.


Em entrevista ao repórter Antônio Carlos, Dr. Patrícia Jacques, delegada responsável pelo Núcleo de Proteção à Mulher no município, falou sobre o assunto.


Os números de registros de violência doméstica reduziram durante a pandemia, mas de acordo com a delegada, o número de denúncias através do 180 cresceu, ocorrendo um aumento em torno de 50%. “Não existe um estudo que comprove que a pandemia trouxe essa relação de diminuição de ocorrência e do aumento de disque denúncia, mas há indicativos que, de fato, isso ocorreu”, explicou


A delegada falou da necessidade da população denunciar, quando souber algum caso de violência doméstica, sendo que a denúncia pode ser feita presencialmente ou através do 180.


Ainda de acordo com Dr. Patrícia, Santo Antônio de Jesus registrou 1 caso de feminicídio no primeiro semestre de 2020, que foi uma senhora espancada pelo genro. Ela ficou dias internada, mas não resistiu. O Núcleo continua atendendo presencialmente neste período de pandemia. Uma novidade informada é a implantação da delegacia digital.


A delegada também falou sobre a Campanha do Sinal Vermelho divulgada pelo CNJ. Mulheres vítimas de quaisquer violências, denunciem.


Entenda o funcionamento da campanha:


“O objetivo da campanha é oferecer um canal silencioso, permitindo que essas mulheres se identifiquem nesses locais e, a partir daí, sejam ajudadas e tomadas as devidas soluções. É uma atitude relativamente simples, que exige dois gestos apenas: para a vítima, fazer um X nas mãos; para a farmácia, uma ligação”, disse a coordenadora do Movimento Permanente de Combate à Violência Doméstica do CNJ, conselheira Maria Cristiana Ziouva.


O protocolo é, de fato, simples: com um “X” vermelho na palma da mão, que pode ser feito com caneta ou mesmo um batom, a vítima sinaliza que está em situação de violência. Com o nome e endereço da mulher em mãos, os atendentes das farmácias e drogarias que aderirem à campanha deverão ligar, imediatamente, para o 190 e reportar a situação. O projeto conta com a parceria de 10 mil farmácias e drogarias em todo o país. Confira aqui a lista com as redes de farmácia que assinaram o termo de adesão à campanha.


A criação da campanha é o primeiro resultado prático do grupo de trabalho criado pelo CNJ para elaborar estudos e ações emergenciais voltados a ajudar as vítimas de violência doméstica durante a fase do isolamento social. O grupo foi criado pela Portaria nº 70/2020, após a confirmação do aumento dos casos registrados contra a mulher durante a quarentena, determinada em todo o mundo como forma de evitar a transmissão do novo coronavírus. Em março e abril, o índice de feminicídio cresceu 22,2%, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. blogdovalente

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