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Cresce número de crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual em SAJ, revela coordenador do DPT

 

Uma das melhores fases da vida marcada pela violência. Crianças e adolescentes que não sabem em quem confiar, que têm medos e inseguranças. Traumas difíceis de superar. Os casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes têm crescido em Santo Antônio de Jesus.


Os agressores normalmente são parentes ou pessoas muito próximas à família, conforme informou o coordenador do DPT em Santo Antônio de Jesus, Dr. Lino Oliveira em entrevista concedida a Recôncavo FM. O Departamento de Polícia Técnica é regional e atente a cidade de Santo Antônio de Jesus e mais 26 municípios.


Segundo Lino Oliveira, semanalmente são registrados casos de abusos sexuais contra menores com faixa etária de 0 a 14 anos e em sua grande maioria, tem convívio direto com os agressores, ou seja os pequenos convivem com a ameaça dentro do próprio lar.


“A frequência é relativa alta, há casos aqui que chega entre 10 a 12 crianças que são vítimas de abusos dessa natureza por mês na região. Os crimes são os mais diversos. Há relatos de crianças que foram apalpadas, que sofreram tentativas de estupro ou foram forçadas a ter relações sexuais”.


De acordo com pesquisas feitas pelo Observatório da criança, as consequências, em termos psicológicos, para esses garotos e garotas são devastadoras, uma vez que o processo de formação da autoestima – que se dá exatamente nessa fase – estará comprometido, ocasionando inúmeras vicissitudes nos relacionamentos sociais desses indivíduos e é mais grave quando há uma gravidez.


“Há estudos científicos de vítimas de abuso sexual que acabaram engravidando, a menina que é submetida ao aborto pode ter transtornos psicológicos maiores do que se não tivesse feito o aborto”.


No Brasil o caso recente foi da menina de 10 anos, que acabou engravidando do próprio tio após ser vítima de estupro. De acordo com denúncias, a menor era abusada desde os seis anos de idade. A menina passou por procedimento de aborto e conforme Lino Oliveira, há casos semelhantes registrados no DPT, no entanto por se tratar de menor envolvido, todos os casos passam pelo regime de sigilo judicial.

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