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| Foto: Reprodução / TV Foco |
Depois de ter sofrido com transtornos alimentares durante 20 anos, Daiana Garbin resolveu usar sua experiência para falar sobre o assunto. A jornalista, que lançou recentemente o livro “Fazendo as Pazes Com o Corpo”, deu mais detalhes ao site Extra sobre como se sentia no período que passava por essas dificuldades. “Desde os meus 12 anos, vivi como se fôssemos dois seres diferentes – ‘eu’ e ‘meu corpo’. Costumava me referir a ele como um ser estranho, distante, um inimigo, algo de que eu não gostava e que não fazia parte de mim. Sonhava ver meus ossos aparecendo sob a pele, e essa obsessão me perseguiu por mais de 20 anos”. Além do livro, a esposa de Tiago Leifert possui um canal no Youtube chamado “EuVejo”, onde faz vídeos que abordam lados mais específicos sobre a causa. "Tem três coisas que me preocupam demais: a quantidade de pessoas com transtornos alimentares, inclusive famosas, modelos, blogueiras e homens; as pessoas com transtorno alimentar não fazem ideia da origem do sofrimento. Pensam que é vaidade, que apenas desejam a magreza, e não é isso! A questão é extremamente profunda; a indústria da beleza e a mídia têm um papel imenso no desenvolvimento dos transtornos alimentares porque fazem a mulher se sentir sempre inadequada. Nos mostram que o nosso corpo é um molde de massinha, possível de modelar até ficar perfeito”, analisa a loira a partir do que percebe nas interações do canal. Daiana finalizou ressaltando que há uma acentuação dessa questão para as mulheres. “A indústria da beleza faz a mulher esquecer que é um ser vivo, que nasceu com uma estrutura óssea e muscular diferente da dos outros, que cada corpo tem um formato e um tamanhos únicos. Precisamos refletir: por que vamos permitir que a indústria da moda, da beleza, os estilistas, as revistas, a indústria das dietas, as blogueiras, a internet, as redes sociais, a televisão e o cinema digam como o nosso corpo deve ser? Quem disse que existem corpos certos e errados? Errado é você adoecer para tentar transformar o seu corpo em uma fotografia perfeita. O corpo não pode ser uma prisão”.
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