

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar o empresĂĄrio Milton Lyra, apontado como operador do MDB, em decisĂŁo desta terça-feira (15). Ele estava em prisĂŁo preventiva desde abril, em razĂŁo da Operação Rizoma. Lyra entrou com pedido de liberdade no Supremo em 8 de maio, apĂłs o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manter o empresĂĄrio na prisĂŁo. Lyra ĂŠ apontado pela PolĂcia Federal como lobista do MDB em um bilionĂĄrio esquema de fraudes com recursos de fundos de pensĂŁo Postalis, dos Correios, e no Serpros. Em parecer enviado na Ăşltima sexta-feira (11) ao STF, a procuradora-geral da RepĂşblica, Raquel Dodge, havia pedido a manutenção da prisĂŁo do empresĂĄrio. Rizoma foi deflagrada por ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7.ÂŞ Vara Criminal Federal do Rio. O magistrado decretou a prisĂŁo de 10 investigados e buscas em 21 endereços. A decisĂŁo apontou dez movimentaçþes financeiras feitas por Milton Lyra totalizando US$ 1 milhĂŁo. No parecer, Raquel ressalta que o valor foi entregue em empresas das quais Lyra era sĂłcio, em SĂŁo Paulo. Foram mencionadas outras movimentaçþes, realizadas entre 2010 e 2014, superando R$ 14 milhĂľes. Em troca da prisĂŁo preventiva, Gilmar decretou que Lyra fica proibido de manter contato com os demais investigados, e tambĂŠm proibido de deixar o PaĂs sem autorização da Justiça, devendo entregar seu passaporte em atĂŠ 48 horas. "Os supostos crimes sĂŁo graves, nĂŁo apenas em abstrato, mas em concreto, tendo em vista as circunstâncias de sua execução. Muito embora graves, esses fatos sĂŁo consideravelmente distantes no tempo da decretação da prisĂŁo. Teriam acontecido entre 2011 e 2016", afirma Gilmar na decisĂŁo.
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