Últimas

6/recent/ticker-posts

Tradicional Lavagem do Bonfim deve atrair milhares de devotos nesta quinta-feira



Com o tema de 2018: “Origem, identidade e missĂŁo do amado Jesus, Senhor do Bonfim”, a Lavagem do Bonfim reunirĂĄ milhares de devotos nas ruas da Cidade Baixa, nesta quinta-feira (11). Um dos momentos religiosos mais aguardados do ano em Salvador, a celebração integra o calendĂĄrio oficial de eventos do verĂŁo de Salvador, que tem 42 dias de atraçþes entre atividades pĂşblicas e privadas, atĂŠ o Carnaval. 

A concentração da lavagem começa cedo, Ă s 8h, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no ComĂŠrcio, de onde os devotos do Senhor Bom Jesus do Bonfim e de OxalĂĄ, para o candomblĂŠ, partem para uma caminhada de cerca de oito quilĂ´metros, acompanhando a condução do andor atĂŠ a Colina Sagrada.  A festa tem um dos pontos altos a partir das 12h, com a lavagem do adro da BasĂ­lica SantuĂĄrio do Senhor do Bonfim, com ĂĄgua de cheiro e flores, pelas baianas. ApĂłs o ato, a imagem peregrina do Senhor do Bonfim permanece prĂłxima Ă  porta da igreja para veneração pĂşblica dos fiĂŠis atĂŠ as 18h. 

Apesar da lavagem ser realizada nesta quinta (11), a programação dos festejos começa sempre com uma semana de antecedência, com o início da novena, e vai atÊ o domingo, dia em que Ê celebrada uma missa solene pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

Patrimônio Imaterial Nacional, a festa também tem o seu lado profano, visto que diversos blocos tradicionais de samba e rodas de capoeira seguem em cortejo até o Bonfim. No ano passado, 36 entidades folclóricas, como o Saco Cheio, Comanches do Pelô, Filhos de Gandhy e Muzenza desfilaram. Este ano, o credenciamento é realizado até amanhã (9) pela Empresa Salvador Turismo (Saltur). À tarde, bares e casas próximas à colina oferecem comidas baianas que vão da feijoada ao xinxim, e festas particulares, como as da Marina e do Terminal Náutico de Salvador, atraem pessoas em busca de diversão.

História - O culto ao Nosso Senhor do Bonfim começou em 1745, quando a imagem do santo foi trazida pelo capitão Português Teodósio Rodrigues de Farias cumprindo uma promessa que fez depois de ter sobrevivido a uma forte tempestade. As homenagens, no entanto, iniciaram de fato em 1754, ano em que a imagem foi transferida da Igreja da Penha, em Itapagipe, para a sua própria igreja, construída na Colina Sagrada. Segundo relatos históricos, a lavagem do adro da Basílica começou a partir dos moradores da região, que lavavam a igreja para deixå-la pronta para a Festa do Bonfim. Por conta da dança durante o cortejo atÊ a basílica, a limpeza foi proibida, em 1889, pelo arcebispo da Bahia Dom Luís Antônio dos Santos. Após a decisão, adeptos do candomblÊ começaram a fazer o cortejo para lavar as escadarias.

Postar um comentĂĄrio

0 ComentĂĄrios