
O juiz JosĂŠ BrandĂŁo, da Comarca de Antas, no nordeste baiano, condenou um homem a cinco anos de prisĂŁo por assaltar a casa de uma mulher e roubar R$ 500. PorĂŠm, ele decidiu reduzir a pena para quatro anos e seis meses de reclusĂŁo por achar que o acusado jĂĄ havia "cumprido a pena" de uma outra forma, e bem dolorosa. De acordo com o processo, no dia 10 de junho de 2015 o suspeito e outro homem pularam o muro de uma casa, portando dois facĂľes. Populares viram a situação e começaram a perseguir o homem, que se escondeu em um posto de saĂşde atĂŠ ser preso em flagrante pela polĂcia. Um testemunha, que trabalhava em uma obra na unidade de saĂşde Ă ĂŠpoca, contou que "no dia do fato estava no trabalho em uma sala no posto de saĂşde, ajeitando uma pia, ai entrou um homem correndo, dizendo 'me ajuda', estĂŁo querendo me matar". "Com isso eu fechei a porta do posto e fui ver que era o cara, quando entrou com a população na frente do posto, momento em que liguei para o vereador para acionar o PM, para pegar o cara que estava lĂĄ cheio de sangue, sujando atĂŠ a parede. Ao ter contato como o povo soube que o mesmo estava roubando; que quando o acusado entrou no posto ele estava cheio de sangue e com o dedo cortado." Para o magistrado, houve um "atenuante" no caso. "O agente teve seu dedo ceifado por populares, revoltados com o furto e insegurança deste paĂs, por isso, reduzo a pena em 6 meses", sentenciou o juiz. A decisĂŁo ainda cabe recurso.
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