
O dono e chef de cozinha do Restaurante ParaĂso Tropical, Beto Pimentel, foi denunciado pelo MinistĂŠrio PĂşblico da Bahia (MP-BA), junto com o funcionĂĄrio Fabilson do Nascimento Silva e AntĂ´nio Santos Batista por envolvimento no homicĂdio do adolescente Guilherme Santos Pereira da Silva, de 17 anos, nos fundos do restaurante, em 17 de abril deste ano, no bairro do Cabula, em Salvador. A denĂşncia, oferecida pelo promotor de Justiça AntĂ´nio Luciano Assis, foi recebida pela juĂza Andrea Sarmento Netto, que manteve a prisĂŁo preventiva de Fabilson Silva e proibiu Beto Pimentel de se ausentar de Salvador sem autorização judicial. O jovem, junto com outros amigos, coletavam frutas em uma regiĂŁo conhecida como “roça”, prĂłximo ao portĂŁo de acesso aos fundos do Restaurante ParaĂso Tropical, quando foi atingido na cabeça por disparos de arma de fogo. Segundo a denĂşncia, o dono do restaurante ofereceu uma arma de fogo que mantinha em sua residĂŞncia para Fabilson Silva que, por um buraco no portĂŁo que dĂĄ acesso Ă “roça”, efetuou o disparo contra o adolescente, a uma distância aproximada de nove metros. O chef do restaurante ainda teria ordenado ao funcionĂĄrio que atirasse nos demais adolescentes, informa a denĂşncia. Em seguida, sem prestar socorro Ă vĂtima, os denunciados teriam retirado o corpo do adolescente do local do crime e o colocaram a uma distância aproximada de 350 metros, conforme laudo pericial do inquĂŠrito policial. Os rĂŠus foram denunciados por homicĂdio qualificado, por motivo fĂştil e mediante emboscada (art. 121, parĂĄgrafo 2Âş, incisos II e IV, do CĂłdigo Penal), e por ocultação de cadĂĄver (Art. 211 c/c arts. 29 e 69 do CĂłdigo Penal). AntĂ´nio Batista responde Ă denĂşncia por auxiliar os dois primeiros na ocultação do corpo do adolescente. O dono do restaurante ainda foi denunciado por posse irregular de arma de fogo de uso permitido, pois nĂŁo possuĂa autorização para portĂĄ-la e nem o respectivo registro (art. 12 da Lei nÂş 10.826/03).
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