
O governo brasileiro deu um importante passo para tentar acabar com os planos de internet fixa que contam com limite do uso de dados, como acontece na internet mĂłvel. O Senado aprovou nesta quarta-feira, 15, um projeto que altera o Marco Civil da Internet e proĂbe as operadoras de estabelecerem franquias na banda larga fixa.
A aprovação do projeto, que ĂŠ de autoria do presidente da Senado, EunĂcio de Oliveira (PMDB-CE) e do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que foi amplamente comemorada nas redes sociais, mas ĂŠ preciso ter cautela jĂĄ que a medida ainda nĂŁo entrou em vigor. O texto agora segue para anĂĄlise na Câmara dos Deputados.
Entenda o caso
A polêmica do fim da banda larga fixa ilimitada começou ainda no ano passado, quando algumas operadoras, em especial a Vivo, sinalizaram que pretendiam adotar planos com pacotes de dados semelhantes aos comercializados na internet móvel. Como era de se esperar, os consumidores logo protestaram contra as empresas e tambÊm contra a Agência Nacional de Telecomunicaçþes, a Anatel.
Na ocasiĂŁo, o MinistĂŠrio da CiĂŞncia e Tecnologia lutou contra a Anatel no caso ao enviar um ofĂcio enviado Ă entidade de defesa do consumidor Proteste. Assinado por Maximiliano MartinhĂŁo, secretĂĄrio de inclusĂŁo digital e internet da pasta, o documento informava que as companhias estavam impedidas de adotarem prĂĄticas de redução de velocidade, suspensĂŁo de serviço e cobrança de trĂĄfego excedente apĂłs o esgotamento da franquia. A medida tinha validade por tempo indeterminado.
AlÊm das entidades, diversos usuårios e grupos, como o Anonymous, se posicionaram contra a medida que poderia prejudicar a navegação dos internautas brasileiros. Um levantamento realizado na Êpoca mostra por que devemos temer o limite de consumo na banda larga.
Agora, com a aprovação das PLS 174/2016 e 176/2016, a polĂŞmica segue em BrasĂlia. Dessa vez, porĂŠm, com boas perspectivas para os usuĂĄrios.
(Olhardigital)
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