
O delator da Odebrecht Alexandrino Alencar relatou Ă força-tarefa da Lava Jato que a empreiteira pagou R$ 21 milhĂľes para compra de tempo na TV para a campanha de Dilma Rousseff em 2014. O ex-diretor da construtora contou aos procuradores que o entĂŁo tesoureiro da campanha, Edinho Silva, pediu que o montante fosse distribuĂdo para trĂŞs partidos, via caixa dois. PCdoB, PROS e PRB levaram R$ 7 milhĂľes cada para dar Ă chapa PT-PMDB o tempo de TV que tinham durante o perĂodo eleitoral. Conforme reproduzido pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, trĂŞs reuniĂľes na sede da Odebrecht com o presidente do PRB, Marcos Pereira (atual ministro da IndĂşstria e ComĂŠrcio), foram suficientes para a venda de 1m1s. O representante comunista FĂĄbio Tokarski tambĂŠm foi Ă sede da empreiteira e vendeu o 1m12s que o partido tinha Ă chapa presidencial. Tokarski chegou atĂŠ a ser candidato a deputado federal pelo PCdoB, mas foi barrado pela Lei da Ficha Limpa. EurĂpedes JĂşnior, responsĂĄvel pelo PROS, negociou os 45s de tempo por dia em um encontro num hotel em frente ao aeroporto de Congonhas (SP), de acordo com o delator.
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