
O consumidor brasileiro comprou sal com sobrepreço mĂŠdio de 20% por quase 30 anos, apontou a SuperintendĂŞncia-Geral do Conselho Administrativo de Defesa EconĂ´mica (Cade). A recomendação de condenação de 20 empresas e trĂŞs entidades sindicais por formação de cartel foi recomendada pelo ĂłrgĂŁo. De acordo com a superintendĂŞncia, as empresas combinavam preços entre 1984 e 2012. Os preços eram fixados em reuniĂľes periĂłdicas. As empresas impediam a venda de mais sal por produtores aos refinadores para diminuir a quantidade de produto no mercado e evitar que o preço caĂsse. De acordo com o Cade, nas reuniĂľes as empresas fixavam preços, controlavam a oferta e dividiam o mercado entre si. O Sindicato da IndĂşstria de Sal (Siesal), o Sindicato da IndĂşstria de Moagem e Refino de Sal do Rio Grande do Norte (Simorsal) e a Associação Brasileira dos Extratores e Refinadores de Sal (Abersal) foram acusados. Uma das 20 empresas, a Salina Diamante Branco, assinou um termo de compromisso de cessação e concordou em colaborar com as investigaçþes e pagar multa de R$ 5,5 milhĂľes.
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