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“Nós queremos trazer a nova política, não aquela reprovada pelo povo. E esta aí também deve ser reprovada”, diz Dr. Everaldo

Na manhã desta quarta-feira (17), Dr. Everaldo Junior (PSDC) foi o entrevistado da Rádio Recôncavo FM na segunda parte de uma série de conversas agendadas com os candidatos à prefeitura de Santo Antônio de Jesus. À população, Dr Everaldo falou sobre como seria um possível governo seu, incluindo a composição de secretarias, e a percepção que possui acerca de políticas públicas que assegurem mais segurança à população, em especial às mulheres, bem como sobre o funcionamento de equipamentos de saúde como a UPA e de investimentos em Educação Esporte e Saúde. Abaixo, veja as principais respostas de Dr. Everaldo.

Ney Baccelli – Por que o senhor acha que tem condições de governar Santo Antônio de Jesus a partir de 1º de janeiro de 2017?

Dr. Everaldo – Quem vai responder isso é o povo de Santo Antônio de Jesus. Nós estamos, sim, colocando o nosso nome para ser apreciado com uma proposta diferente de tudo que está aí, de tudo que vimos durante os últimos 20 anos e entendemos que somos os mais preparados pelo fato de sermos os mais experientes. Já fizemos gestão na câmara municipal, como presidente daquela casa, já fizemos gestão na diretoria da extinta 4ª Dires, já fizemos gestão recentemente na Secretaria de Cultura do município e fazemos gestão o tempo todo na nossa iniciativa privada; na nossa clínica, na estrutura que escolhemos: a cidade de Santo Antônio de Jesus - para produzir para trabalhar, gerar emprego, renda. Todos conhecem Dr. Everaldo do grupo CTO.

Ney Baccelli – Qual será a sua primeira medida ao assumir a prefeitura, caso seja eleito? O que mudaria?

Dr. Everaldo – O processo de transição. Nunca foi feito. Precisamos conhecer realmente os equívocos que a gestão está fazendo. Nós temos um compromisso com Santo Antônio de Jesus com responsabilidade de fazer uma gestão diferenciada; com eficiência, resolutividade para dar respostas rápidas aos anseios da população que aguarda há muito tempo.

Ney Baccelli – O senhor se considera um candidato diferente dos demais?

Dr. Everaldo – Sim. Primeiro porque eu nunca fui candidato a prefeito, esta é a primeira vez. Segundo, por entender que nós já fomos experimentados na gestão pública e na gestão privada. Hoje a gente não pode pensar apenas em ganhar a eleição porque quem ganha a eleição é o eleitor e quem tem que ter a capacidade para escolher nesse momento a pessoa que tem a melhor condição de fazer o gerenciamento da nossa cidade. Sem muita emoção e colocando muito razão, porque a disputa eleitoral durará apenas 45 dias e um mandato quatro anos.

Ney Baccelli – O senhor é a favor ou contra a reeleição, candidato?

Dr. Everaldo – Sou contra.

Ney Baccelli – Por que?

Dr. Everaldo – Primeiro porque é uma lei que está para ser concluída. Acho que falta a última votação na Câmara Federal. Segundo,  nós candidatos sabemos desde o início que o mandato é de quatro anos e que temos que nos programar e nos projetar para fazer a execução desse mandato em quatro anos. Então, uma reeleição cria uma certa estabilidade; a pessoa acha e acredita que é dona da cadeira, do mandato, do município e inclusive seria uma forma facilitadora. Eu acho que quem é candidato à reeleição tem vantagem, é fato. Ele não sai da cadeira para ser candidato e continua no exercício do mandato.

Ney Baccelli – O senhor se candidataria novamente, caso fosse eleito?

Dr. Everaldo – Não. Não iria à reeleição.

Ney Baccelli – Se fosse eleito, o senhor faria uma reforma administrativa em Santo Antônio de Jesus ou deixaria a mesma quantidade de secretarias?

Dr. Everaldo –A gente sabe que não é o número de secretarias que define uma boa gestão, e sim, a sua qualidade. É claro que tem um número grande de secretarias, acredito eu que há 12. O ideal para que a gente possa fazer uma gestão qualificada seria em torno de oito. Acredito que reduzindo quase 50% o número de secretarias seria interessante para a gente enxugar a máquina e poder conduzir da melhor forma possível.

Ney Baccelli – O senhor participou da atual gestão como secretário de cultura e foi exonerado. O senhor pediria exoneração por convicção mais à frente ou não pensava em candidatura?

Dr. Everaldo – Com muito orgulho fui secretário, sim, do município de Santo Antônio de Jesus e lógico que se não fosse exonerado continuaria dentro do governo porque teria sido dada a oportunidade da gente fazer o que queria. Houve um conflito de pensamentos, de formas de condução no processo da gestão. Até hoje o prefeito não justificou a nossa exoneração.  Nos mais de 60 e poucos dias nós tornamos aquela secretaria eficiente, produtiva. Até então, as notícias que eu tenho é de que o Centro Cultural continua da mesma forma que deixamos. Evoluiu até enquanto estávamos à frente da secretaria e a Praça CEUs e até hoje não se inaugurou. Estamos aí para que as pessoas avaliem quem tem a melhor condição de fazer o gerenciamento da nossa cidade.

Ney Baccelli – Quando o senhor chegou a afirmar que saiu na hora certa, logo em seguida, a imprensa chegou a divulgar algumas denúncias sobre suposto superfaturamento realizado no São João. O senhor já sabia ou soube depois?

Dr. Everaldo – O que nós não queríamos é ser investigados no São João de 2016. Nós chamamos a atenção do prefeito o tempo todo que a festa estava sendo investigada pelo Ministério Público. Vale ressaltar que fizemos o Primeiro Festival de Música Junina, em que nós valorizamos a prata da casa. Temos a satisfação de em tão pouco tempo termos feito muito com o Mapeamento dos Artistas, com o avanço das obras do Centro Cultural que, infelizmente, estão paradas e que não sabemos se serão realmente concluídas. Tudo isso nos estimulou a ser candidatos. Se pudemos fazer e dar velocidade em apenas uma secretaria, imagina em todas as secretarias do município?! Afinal, o que é ser prefeito? É ser o secretário dos secretários. A gente fica estimulado em poder fazer isso como cidadão santoantoniense que faz a cidade acontecer, a exemplo de muitos empresários, médicos. Ou mesmo como cidadão comum que paga imposto tem o dever de não se furtar das suas responsabilidades.

Ney Baccelli – Vamos pensar no cenário em que o prefeito seja o senhor. Como montaria o seu secretariado? Amigos, técnicos...

Dr. Everaldo – É um absurdo a gente ouvir da atual gestão que a prioridade para se escolher é através de amigos ou das pessoas mais próximas. O nosso governo vai ser construído de forma democrática com a participação popular, com o orçamento participativo. Se como candidatos a prefeito estamos sendo avaliados e passando por um processo seletivo, escolhidos pelo povo, porque o secretariado não vai ser escolhido pela sua capacidade técnica ou pelo seu potencial de produzir. Nós não fazemos política de grupo e por isso podemos buscar uma pessoa que tenha capacidade do lado A ou B que queria fazer Santo Antônio de Jesus avançar.

Ney Baccelli – A população de Santo Antônio de Jesus é composta por 52,8% de mulheres. A cidade registrou nos sete meses desse ano 117 casos de violência contra a mulher. Alguns avanços foram percebidos, mas existe ainda muita luta para a realização de políticas públicas voltadas para esta causa. Como o senhor pretende tratar desse assunto?

Dr. Everaldo – Nós tratamos desse assunto desde o Fórum Social contra a violência que fizemos o ano passado. Foi elaborado um documento desde fórum onde as pessoas discutiram de forma transversal com a comunidade, com a universidade e se chegou a um denominador comum onde foi colocado o que se precisava para se corrigir ou para inibir esse número de violências contra a mulher, contra o jovem negro, o meio ambiente e no trânsito. Em relação à questão da mulher, a primeira coisa que se tem que fazer é identificar o agressor e a agredida. Segundo, tem se dar o empoderamento à mulher, criar palestras nas escolas e na comunidade para chamar a atenção de que não se deve bater na mulher. A criação de uma delegacia, sim, é de fundamental importância. Secretaria? Não se resolve o problema criando mais despesa. Devemos criar planejamento, projetos que venham beneficiar esse empoderamento da mulher. As mulheres que sofrerem agressões recidivantes contariam com o botão do pânico.

Ney Baccelli – Existe em Santo Antônio de Jesus a UPA, a Unidade de Pronto-Atendimento que está praticamente pronta, mas que não está em funcionamento. Se estivesse, seria um importante equipamento para auxiliar a saúde pública. O senhor considera importante coloca-la em funcionamento?

Dr. Everaldo – Imediatamente. Nós vemos aí o prefeito e o deputado que até a última eleição estavam juntos e hoje discutem a paternidade de uma policlínica que ainda é um projeto abstrato de R$18 milhões. Enquanto existe uma UPA já edificada, que poderia estar funcionando e que nenhuma das duas autoridades se pronuncia para fazer esse equipamento  funcionar. Vale ressaltar que o nosso deputado Jorge Solla colocou uma verba de R$200 mil na Secretaria de Saúde para que se pudesse comprar os equipamentos e até hoje não houve nenhuma resposta da Secretaria para o Gabinete do deputado acerca de quais equipamentos devem ser comprados. Deputado e prefeito vivem brigando pelo poder, mas na hora de assumir as responsabilidades que lhes são dadas não as assumem.

Ney Baccelli – Na sua opinião, o estado deve assumir sozinho a responsabilidade da Segurança Pública?

Dr. Everaldo – De maneira nenhuma. A responsabilidade é toda nossa, inclusive do cidadão também. A Segurança Pública que foi o tema discutido no Fórum, a gente precisa conscientizar a população, fazer trabalhos de educação doméstica; discutir planejamento de projetos para levar estudantes à prática de atividade física. Na nossa gestão a gente quer linkar educação com os clubes de Santo Antônio de Jesus que têm débito de IPTU. Poderíamos fazer contratos e ter o 2º Tempo das escolas públicas nesses clubes que durante a semana estão vazios e podem ser utilizados para realizar a prática de Karatê, Capoeira, Judô, Natação, Futebol. Muito da gestão é ter criatividade, é inovar. Nem tudo é recurso financeiro. Tem que haver criatividade para fazer as coisas acontecerem. O deputado Jorge Solla colocou uma emenda de R$500 mil para a construção de uma ciclovia em Santo Antônio de Jesus, onde daria mobilidade e possibilitaria a prática esportiva e não tem nenhum projeto colocado pela prefeitura. Corre o risco de se perder o recurso. A gente faz um apelo aos secretários do prefeito para que façam, que mandem o projeto de modo que possamos trazer este recurso e as pessoas possam usufruir da ciclovia, mas também da UPA.

Ney Baccelli – Como o senhor encara a escolha de um vice? Como composição política, para conseguir mais votos ou como alguém que possa lhe ajudar de fato a administrar?

Dr. Everaldo – Eu não posso escolher o meu vice apenas pelo sexo, pela cor ou religião que ele pratica; eu não posso transformá-lo em amuleto de sorte. Eu não posso escolher a minha vice porque ela quer ser sempre vice. Eu tenho que escolher uma vice que participe, tenha causas. A minha vice, Cinthya Leal, é uma mulher lutadora que está à frente de várias bandeiras, inclusive a Amo Animais, uma associação que defende os animais de rua e trabalha no Gana com a questão da Sustentabilidade, além de defender a mulher. Queremos dar à mulher o poder que ela merece ter. Nós vamos dividir o nosso governo para que ela possa participar de forma efetiva; dando ideias, participando, contribuindo de forma que a gente possa construir uma gestão diferente de tudo o que está aí e que diz que está por vir.

Ney Baccelli – O que um governo deve priorizar: Educação, Saúde, Esporte, Lazer...?

Dr. Everaldo – A cidade está doente. Qualquer pesquisa se faça vai mostrar que as pessoas clama por saúde. Noventa ou 92% da população reclama que os serviços públicos de saúde estão ineficientes, mas o cidadão tem que estar inserido na cidade de uma forma que possa utilizar todos os serviços: a Educação, a Saúde. Que possa usufruir dos equipamentos públicos, não somente a praça Padre Mateus, que o prefeito levanta como se fosse um grande troféu. Realmente, foi construída depois de 20 anos, mas durou quatro anos para se constuir. Um engenheiro demora quatro anos para construir uma simples praça? E o custo disso? Queremos fazer um governo com eficiência onde se gaste menos e se faça mais. Como está a praça da Urbis 4? Como está a praça da Urbis 3, Urbis 2, Urbis1? Essa questão do asfaltamento que o prefeito coloca como grande troféu a gente observa que é feito sem nenhum planejamento. O prefeito, eu diria, é um grande engenheiro e acredita que está no Derba; joga o asfalto nas ruas sem nenhuma sinalização vertical ou horizontal, nem de carro, nem de pedestre. Nós temos que ter o planejamento necessário para executar as obras do nosso município.

Ney Baccelli – Porque se considera a melhor opção?

Dr. Everaldo – Pela experiência que temos na gestão pública e privada; por ser morador de Santo Antônio de Jesus e viver há 17 anos contribuindo, participando dos momentos de alegria e de tristeza que a cidade vive. Nós estamos preocupados porque a atual gestão chama muito pelo lado emocional e diz que ama o povo. Mas quem ama cuida. A cidade está suja, triste, doente. Nós precisamos ter esse olhar e pensar que Santo Antônio precisa de mais cuidado com o que está por vir, até porque o atual deputado que quer ser prefeito participou da gestão por três anos e o seu modelo de fazer política é exatamente o mesmo. Nós queremos trazer a nova política, não aquela reprovada pelo povo. E esta aí também deve ser reprovada porque o povo no dia 2 de outubro escolherá Dr. Everaldo 27 para a gente poder vencer o que está por aí.

Ascom/Fotos: Mazinho

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