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Ministro diz que grupo preso era amador e fez juramento ao EI

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse nesta quinta-feira (21/7) que parte dos dez brasileiros presos nesta manhã, após trocarem mensagens preparatórias sobre a realização de atentado terrorista no Brasil, fizeram, via internet, um juramento de lealdade ao Estado Islâmico (EI).
Conforme o ministro, trata-se de um grupo amador que, no entanto, nĂŁo pode ser ignorado pelas forças de segurança pĂşblica. “Era uma cĂŠlula amadora, sem nenhum preparo planejado. Uma cĂŠlula organizada nĂŁo tentaria comprar uma arma pela internet. É uma cĂŠlula desorganizada”, acrescentou.
Moraes informou que, alĂŠm do juramento pela internet, conhecido como “batismo”, nĂŁo houve contato direito dos brasileiros com o Estado Islâmico por email ou pessoalmente. TambĂŠm nĂŁo hĂĄ indĂ­cios de que eles recebiam financiamento do Estado Islâmico. Os homens foram presos em dez diferentes estados, durante a Operação Hashtag, da PolĂ­cia Federal (PF).
O ministro explicou que o grupo de  brasileiros considerava inicialmente que o Brasil seria um espaço neutro em relação Ă  rota de ataques do Estado Islâmico, mas passou a entender que, com a proximidade dos Jogos OlĂ­mpicos, entraria na rota de atuação do grupo, jĂĄ que vai receber grande quantidade de turistas e atletas estrangeiros.
A PolĂ­cia Federal monitorou mensagens trocadas pelo grupo em redes sociais como Telegram e Whathsapp e descobriu açþes preparatĂłrias como planejamento para inĂ­cio de treinamento de artes marciais e o contato feito com um site de armas clandestinas no Paraguai para a compra de um fuzil.
De acordo com Alexandre de Moraes, nĂŁo hĂĄ confirmação de que a compra tenha sido concretizada. As mensagens foram monitoradas com autorização judicial pela DivisĂŁo Antiterrorismo da PF. Moraes destacou que essa ĂŠ a primeira prisĂŁo com base na lei antiterrorismo.
Investigaçþes
Os homens foram presos nos estados do Amazonas, CearĂĄ, ParaĂ­ba, Mato Grosso, GoiĂĄs, Minas Gerais, Rio de Janeiro, SĂŁo Paulo, ParanĂĄ e Rio Grande do Sul.
As investigaçþes tiveram início em abril e a operação cumpre dez mandados de prisão temporårias, duas conduçþes coercitivas e 19 buscas e apreensþes. De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos participavam de um grupo virtual denominado Defensores de Sharia.

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