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Fraude bancária: sete pessoas são presas pela Polícia Federal em Feira de Santana

Sete pessoas foram presas pela Polícia Federal em Feira de Santana na manhã desta terça-feira (19), durante a operação Ali Babá, deflagrada com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por aplicar golpes na Caixa Econômica Federal e em diversas outras instituições financeiras no estado da Bahia.
Fotos: Ed Santos/Acorda Cidade
Em entrevista coletiva, o delegado Wal Goulart informou que a investigação ocorre há três anos e foi iniciada a partir de uma notícia-crime levada pela Caixa Econômica em 2013. “Nestes três anos de investigação, acompanhamos esta organização criminosa e hoje foi deflagrada esta operação para retirar estes meliantes de circulação. Eles atuam na área de estelionato dando golpes em instituições bancárias”, afirmou.
A operação ocorreu de forma simultânea em sete cidades da Bahia e envolveu cerda de cerca de 140 Policiais Federais. Eles cumpriram 25 mandados de prisão – sendo 10 preventivas e 15 temporárias –, 28 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Seabra, Palmeiras, Monte Santo, Presidente Tancredo Neves e Remanso.
Segundo delegado, o esquema envolvia diversas pessoas, algumas delas especializadas no fornecimento de documentos falsos, que viabilizavam a constituição das empresas e a obtenção dos empréstimos fraudulentos.
Os nomes dos presos não foram divulgados (Fotos: Ed Santos/Acorda Cidade)
A Polícia Federal informou que “a organização criminosa operava desde 2006 e sua principal forma de atuação era através da constituição de empresas inidôneas, em nome de “laranjas”, com as quais eram obtidos empréstimos vultosos junto a diversas agências bancárias, de vários bancos. Após recebidos, os créditos jamais eram restituídos.”
“Neste momento estão sendo detidas 25 pessoas no estado, mas tem mais de cem pessoas envolvidas que ainda estão sendo investigadas. Temos pessoas que produziam documentos falso, que faziam os contratos sociais falsos, que faziam declaração de pessoas físicas e pessoas jurídicas falsas, que cediam suas contas bancárias para a circulação deste dinheiro e temos pessoas que usaram suas próprias empresas para contribuírem com esta fraude com estas empresas laranjas. As pessoas envolvidas estão sendo identificadas. O líder da organização foi detido em Vitória da Conquista”, disse o delegado.

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