Cientistas do Brasil, Colômbia e Argentina, da Organização Mundial da Saúde (OMS), e funcionários dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos estão reunidos durante esta semana em Recife, Pernambuco, para discutir detalhes da infecção pelo vírus Zika e seus efeitos sobre o feto. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (21) pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que também enviou especialistas para a capital pernambucana. Segundo a Agência Brasil, os cientistas pretendem avançar na definição da síndrome congênita da Zika com base nos dados investigados e recolhidos até o momento. Após visita feita a centros de saúde no Recife, onde são prestados cuidados a bebês com microcefalia e outras condições associadas com a infecção pelo vírus Zika, os cientistas receberam relatório - elaborado pelo gerente de Incidentes de Zika da Opas, Sylvain Aldighieri - com informações relevantes sobre a situação epidemiológica na região. Os técnicos também estão contribuindo com dados atualizados sobre as experiências obtidas com pesquisas sobre a Zika no Brasil e na Colômbia. "As anomalias observadas e a provável relação causal da infecção pelo vírus Zika sugerem a presença de uma nova síndrome congênita. A OMS lançou um processo para definir o espectro da síndrome. O processo é centrado na análise das manifestações clínicas, de neurologia, de audição, de distúrbios visuais e outros, bem como os resultados de neuroimagem", explicou Sylvain Aldighieri. Com relação às informações sobre complicações da infecção pelo vírus da Zika, os dados disponíveis ainda são limitados. Para avançar no conhecimento sobre o assunto, os cientistas planejam compartilhar e examinar com profundidade as informações sobre diagnóstico, descrição, consequências, processos físicos e análise médicas sobre as provas obtidas até agora.

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