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Cientistas criam órgãos humanos em porcos para transplante

Em experimentos na Universidade da Califórnia (UC) pesquisadores injetam células-tronco humanas em embriões de suínos para produzir embriões híbridos apelidados de “quimeras”. O termo é uma referência à mitologia grega, em que as quimeras são monstros híbridos de diversos animais. As pesquisas têm por objetivo solucionar a falta de órgãos humanos para transplante. Para realizar o novo órgão, os cientistas removem o gene de um embrião recém-fertilizado de porco que levaria ao desenvolvimento do pâncreas no feto. Células-tronco humanas (Ips), capazes de se desenvolver como qualquer tecido no corpo, são injetadas no embrião suíno. O esperado é que as células-tronco humanas ocupem o nicho genético do embrião de porco e gerem um pâncreas com tecido humano no feto. Os fetos de desenvolvem em fêmeas de porco durante 28 dias e a gestação completa dura cerca de 114 dias. Após isso, as gravidezes são interrompidas e o tecido é removido para análise. Há uma polêmica quanto a uma preocupação dos médicos das células humanas migrarem para o cérebro dos porcos ao longo do processo tornando-os, de certa forma, mais humanos. "Achamos que existe um potencial muito pequeno de crescimento de um cérebro humano, mas isto é algo que investigaremos" explica o biólogo reprodutivo Pablo Ross. De acordo com o G1, o professor do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Minnesota, Walter Low, diz que os porcos são "incubadoras biológicas" ideais para gerar órgãos humanos, e poderiam ser usados para gerar também corações, fígados, rins, pulmões e córneas. O professor diz que no futuro os cientistas poderiam tirar as células-tronco de um paciente na fila do transplante e injetá-las em um embrião de porco com a informação genética apagada. "O órgão seria uma cópia genética exata do fígado humano, só que muito mais jovem e saudável e não seriam necessárias tantas drogas imunossupressoras, que têm efeitos colaterais" afirma Low.

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