“A médica do posto recomendou a internamento por quatro vezes. Foram nove tentativas no Hospital Clériston Andrade, mas a resposta era sempre a mesma: que não tinha vaga. Eles mandavam a gente procurar outra unidade de saúde”, contou o eletricista.
Nesta quarta-feira (8), o casal esteve novamente na unidade. Patrícia fez um exame, mas foi mandada para casa. Sentindo muitas dores, a gestante tentou atendimento no Hospital da Mulher, onde também foi dispensada. O casal chegou em casa por volta das 3h.
Às 7h, as dores ainda não tinham passado e eles resolveram tentar atendimento mais uma vez. O casal seguiu para o posto de saúde do Limoeiro. A médica de plantão percebeu a gravidade do quadro e pediu uma ambulância, mas quando o veículo chegou o bebê já havia nascido. Silvio disse que vai prestar queixa na delegacia e processar o hospital por negligência.
“Eu e minha mulher vimos nosso filho morrer diante de nossos olhos. Tentaram reanimar ele por uns 20 minutos. Tudo o que a gente precisava era que eles retirassem o líquido que estava em excesso e ela aguentaria até os nove meses. Não precisava deixar ela internada. Por causa da falta de cuidado deles eu perdi meu filho e quase perdi minha mulher”, afirmou Silvio.

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