No primeiro mês à frente do governo estadual, Rui Costa afirmou que sentaria com o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), para discutir as possíveis parcerias para o Carnaval de 2016. Se as conversas aconteceram, não foram exitosas e as provas disso estão transparentes para quem quiser ver.
Neto trouxe a entrega das chaves da cidade ao Rei Momo para a quarta-feira (3) na Praça Municipal. Rui até pode ir, mas perde o protagonismo que dividia com o gestor da cidade quando o ato solene acontecia nos camarotes oficias do Campo Grande. Em resposta, o governo bancou Ivete Sangalo e Bell Marques, sem cordas, no circuito Osmar na quinta.
A prefeitura investiu pesado nas atrações e estendeu a quantidade de dias de folia. O orçamento será de R$ 40 milhões. O governo deve divulgar nos próximos dias quanto colocará de dinheiro na festa. Sabe-se que R$ 870 mil foi o valor destinado às duas atrações iniciais, mas esta é só uma fatia dos R$ 90 milhões que vão custear todos os festejos momescos no estado.
Este montante envolve, obviamente, as despesas com segurança pública, saúde e estrutura. Além de bancar as apresentações de figurões do Axé, blocos afros e pequenos grupos. Em 2015, o governo aportou R$ 87 milhões na festa, mas não pagou os cerca de R$ 2,5 milhões que Jaques Wagner deixou de dívida com a prefeitura.
A disputa entre Rui e Neto, outra vez mais, é boa para quem gosta de festa. Mas antes de começar a criticar o investimento em uma festa é preciso lembrar que o Carnaval atrai um multidão de turistas e movimenta significativamente a economia da Bahia, principalmente, a de Salvador.
0 Comentários