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OMS debate reformas para conter epidemia do ebola e admite lentidão

Durante reunião realizada neste domingo (25), a Organização Mundial de Saúde (OMS) foi criticada por especialistas por conta da lentidão no combate ao surto do vírus ebola. O conselho executivo da agência se reuniu com autoridades de Estado em Genebra para discutir propostas que poderiam transformar radicalmente o braço para saúde da Organização das Nações Unidas (ONU). As informações são do portal O Globo. Recentemente os balanços da OMS têm mostrado que os novos casos da doença estão em declínio. “Temos de manter o ritmo e se proteger contra a fadiga dos doadores”, disse Margaret Chan, diretora-geral da OMS, que já havia admitido que "o surto de ebola aponta para a necessidade de mudança urgente". A diretora afirmou ainda que as vacinas e medicamentos devem ser levados ao mercado mais rapidamente, de modo que o mundo não seja pego "de mãos vazias" quando uma doença grave causar uma epidemia. Doadores liderados por Estados Unidos, Reino Unido e França apresentaram uma resolução que deverá ser adotada como consenso, pedindo reformas e o estabelecimento de "uma força de emergência de saúde global" para ser adotada em crises futuras. “Uma ideia que nós devemos manter em mente é que, enquanto os casos diminuem, nossos esforços devem aumentar a fim de chegar a zero (casos)” declarou Tom Frieden, do Centro de Controle de Doenças (CDC), acrescentando que a OMS é essencial, mas que são necessárias mudanças significantes. Jerome Oberrelt, secretário-geral da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), disse que milhares de pessoas morreram por causa da negligência internacional. “Dez meses depois do surto, lacunas cruciais permanecem. Quase não há compartilhamento de informações. Equipes de vigilância ainda não dispõem de recursos para busca ativa de casos” avaliou.

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