
Os 23 acusados na Operação Lava Jato, detidos na SuperintendĂŞncia da PolĂcia Federal em Curitiba, passaram por exame de corpo de delito neste domingo (16) no Instituto MĂŠdico Legal (IML) na capital paranaense, informou a assessoria de imprensa da PF. Depois desse procedimento padrĂŁo, os acusados voltaram ao cĂĄrcere para aguardar o momento dos depoimentos. Nesta manhĂŁ, Ildefonso Colares Filho, ex-diretor-presidente da construtora Queiroz GalvĂŁo, prestou seu depoimento. A agenda de depoimentos começou neste sĂĄbado (15), segundo a PolĂcia Federal. Nessa etapa da Operação Lava Jato, a PF executou o mandado de prisĂŁo preventiva de seis pessoas e de prisĂŁo temporĂĄria de outros 17 acusados. Entre eles, estĂŁo presidentes e ex-executivos de construtoras com negĂłcios com o setor pĂşblico e presentes na lista de maiores doadoras de campanhas eleitorais. Eles estĂŁo na carceragem da SuperintendĂŞncia da PolĂcia Federal em Curitiba desde a madrugada deste sĂĄbado. Os 23 presos atĂŠ agora estĂŁo em um espaço onde ficam as duas celas do prĂŠdio. Alguns tiveram que dormir em colchĂľes no chĂŁo e comeram a comida fornecida pela polĂcia. Advogados dos presos, que chegaram a reclamar da falta de acesso imediato aos clientes, afirmaram que apesar do espaço pequeno para tanto preso, nĂŁo houve reclamaçþes por parte deles quanto Ă s condiçþes do local. Neste domingo, o Tribunal Regional Federal da 4ÂŞ RegiĂŁo deve decidir sobre novos pedidos de habeas corpus para os presos da Lava Jato. A desembargadora Maria de FĂĄtima Freitas Labarrère jĂĄ negou os pedidos que entraram no plantĂŁo de final de semana, mantendo os argumento da Justiça Federal de necessidade de manutenção das detençþes. Como jĂĄ foram negados os primeiros pedidos que alegam nĂŁo haver a necessidade das prisĂľes preventivas e temporĂĄrias, a tendĂŞncia ĂŠ que ela siga o mesmo posicionamento nos demais casos.
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