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‘Falta vontade política para resolver’, diz presidente do Hospital Espanhol


Os quatro pacientes do Hospital Espanhol que ainda resistem dentro da unidade passarão por uma peregrinação nos próximos dias. Eles deverão ser transferidos para outras unidades de Salvador, porém a prefeitura já encontra dificuldades removê-los. Após três horas de reunião realizada na tarde desta quarta-feira (10) no Ministério Público da Bahia, o presidente do centro, Demétrio García, afirmou que ‘falta vontade política’ para resolver a situação.

A maior preocupação do gestor é com os 240 pacientes transplantados e 90, não transplantados que ainda continuam utilizando o setor de hemodiálise – o único em funcionamento no hospital. De acordo com García, o hospital tem um crédito de quase R$ 1 milhão devidos pela prefeitura de Salvador na gestão do ex-prefeito João Henrique. Caso esta dívida seja recuperada, a unidade pode voltar ao funcionamento por um período curto de tempo. “Falta vontade política para resolver isso. Se recebermos este aporte podemos voltar a curto prazo”.

Para o efetivo funcionamento, a diretoria do centro propôs aos fornecedores e aos representantes das secretaria de saúde do estado e município presentes no encontro, carência de um ano para alavancar o hospital. “Estamos muito preocupados, a situação é delicada e não podemos esperar muito. A Desenbahia e a Caixa não garantiram, mas o Banco do Nordeste sim”, explica. Os bancos pediram 30 dias para darem um posicionamento.




De acordo com o presidente do Sindimed, Francisco Magalhães, a preocupação dos credores é por conta da gestão da unidade. Segundo ele, na reunião ‘lavou-se a roupa suja’, o que passou insegurança aos fornecedores. “Ficou claro que o problema é má-gestão. Agora, o estado precisa tomar para si esse problema e administrar a unidade. Não podemos perder esses 300 leitos com uma carência de 300 mil que já temos”.

Ao final, o diretor do Hospital Espanhol ressaltou que o problemas precisa ser resolvido o quanto antes. “Se trata de uma tragédia hospitalar. Quando se tem uma catástrofe precisa ser resolvida urgente. Assim é o caso”.

Fotos: Roberto Viana // Bocão News