Foto: Max Haack/ Ag. Haac
O vereador Marco Prisco (PSDB), lĂder da greve da PolĂcia Militar que terminou nesta Ăşltima quinta-feira (17), vai ficar preso por 90 dias, por determinação da Justiça Federal. A prisĂŁo preventiva serĂĄ cumprida no Complexo PenitenciĂĄrio da Papuda, em BrasĂlia, onde estĂŁo os condenados do mensalĂŁo. Prisco foi levado para a penitenciĂĄria em um aviĂŁo da Força AĂŠrea Brasileira (FAB). Ele chegou ao local por volta das 21h desta sexta-feira (18). O pedido de prisĂŁo preventiva foi feito pelo MinistĂŠrio PĂşblico Federal (MPF) Ă 17ÂŞ Vara Criminal Federal. Por razĂľes de segurança, o MPF nĂŁo revelou o procurador da RepĂşblica responsĂĄvel pelo caso, e justificou que o pedido de prisĂŁo foi solicitado para garantir a ordem pĂşblica na segunda-feira (14), jĂĄ que havia risco de Prisco deflagrar uma nova greve. O pleito foi acatado pelo juiz criminal Antonio Oswaldo Scarpa, na terça-feira (15), dia em que a greve começou. O vereador soteropolitano ĂŠ alvo de um processo aberto pelo MPF por oito crimes cometidos durante a greve da polĂcia em 2012. Na ĂŠpoca, o edil chegou a ficar preso por 40 dias. Alguns crimes estĂŁo tipificados na Lei de Segurança Nacional. Segundo a Procuradoria da RepĂşblica na Bahia, mesmo sendo rĂŠu, Prisco iniciou um novo movimento que resultou na greve, e poderia praticar os mesmos crimes pelo qual jĂĄ respondia. A PolĂcia Federal justifica a demora em cumprir o mandado de prisĂŁo, e disse que o tempo foi necessĂĄrio para viabilizar a prisĂŁo e a transferĂŞncia de Prisco para BrasĂlia. O advogado FĂĄbio Brito, que defende o vereador, jĂĄ ingressou com um pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 1ÂŞ RegiĂŁo (TRF-1), na noite desta sexta-feira. Ao Correio, ele afirma que a prisĂŁo ĂŠ ilegal, pois objeto dela foi perdido, jĂĄ que o mandado era para evitar a greve e manter a ordem pĂşblica. A Procuradoria, por sua vez, alega que o fim da greve nĂŁo tira a eficĂĄcia da decisĂŁo judicial, e que Prisco pode voltar a reincidir nos mesmos crimes que jĂĄ responde. Para o Parquet, Prisco cometeu um “crime polĂtico grave”, e que os recursos deverĂŁo ser apresentados no Supremo Tribunal Federal (STF). O TRF-1, a partir de um pedido apresentado pelo MPF, declarou que a greve era ilegal, e determinou uma multa de mais de R$ 1 milhĂŁo e congelamento das contas dos lĂderes do movimento, caso a greve nĂŁo fosse encerrada imediatamente. A ação movida pelo MPF contra Prisco tramita na Justiça desde abril de 2013, por formação de quadrilha, impedir o livre exercĂcio da atuação dos Poderes da UniĂŁo e dos Estados, sabotar instalaçþes militares, paralisar serviços pĂşblicos essenciais para a defesa e segurança do paĂs, incitar Ă subversĂŁo da ordem polĂtica ou social, entre outros. O MPF ainda pede em uma ação que as associaçþes envolvidas na greve de 2012 devolvam ao erĂĄrio R$ 15,8 milhĂľes pelos danos causados.
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