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Para evitar novas fugas, médicos cubanos terão que usar tornozeleiras de monitoramento

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O Ministério da Saúde publicou portaria na tarde de hoje determinando que “médicos cubanos do programa Mais Médicos serão obrigados a usar tornozeleiras de monitoramento para evitar novas fugas”. A medida, segundo informou o Ministério, se deu em razão de recentes fugas de médicos, com destaque para Drª. Ramona, cuja “deserção” repercutiu em rede nacional. As tornozeleiras serão iguais as utilizadas pelos presos do regime semi-aberto. O governo de Cuba comemorou a medida, e publicou nota oficial na imprensa local, ou seja, só no jornal Granma, elogiando o governo brasileiro. (joselitomuller.wordpress)

E o “Mais Médicos” é, agora oficialmente, um “caso de polícia”. Espantoso!

  
Já escrevo o post “IRRESPONSÁVEIS 2 (ver post anterior)”. Antes, quero chamar a atenção de vocês para outra coisa estupefaciente. Uma medida aparentemente lógica, até óbvia, denuncia a delinquência intelectual, moral e profissional do programa “Mais Médicos”. Segundo informa a Folha, quando um médico do programa deixar de comparecer por dois dias ao trabalho, é preciso chamar a polícia. A determinação foi publicada no Diário Oficial pelo Departamento de Planejamento e Regulação da Provisão de Profissionais da Saúde. O governo divulgou uma lista com 89 desistências — 80 seriam brasileiros. Não sei como entram na lista oficial os 27 cubanos que já caíram fora.
A justificativa para chamar a polícia, claro!, é meritória. Aliás, quando é que as tiranias tomam medidas e admitem que o fazem porque, afinal de contas, são tiranias? O Brasil é uma democracia eivada de tentações autoritárias. Tudo seria feito pensando na segurança dos doutores. Uma ova! Quem não conhece esse governo e o PT, que compre a mercadoria que eles vendem, não é mesmo?
É evidente que se trata de terrorismo oficial contra os médicos cubanos — que estão sendo advertidos de que passarão a ser caçados pela polícia. Será que estou exagerando? Então pensemos um pouco. Que outra atividade profissional no país obedece a esse tipo de regulação OFICIAL? Desde quando faltar dois dias ao trabalho vira uma questão de polícia? Já imaginaram se o estado brasileiro tivesse esse cuidado e esse rigor na máquina pública? Seríamos de um rigor alemão com precisão suíça. No entanto, o nosso serviço público, no geral, tem rigor e precisão brasileiros mesmo…

Por Reinaldo Azevedo/veja.abril

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