Navio grego Theólogos-V comprado pelo governo da Bahia | Foto: Divulgação
A compra das duas embarcações, previstas para navegar nas águas da Baía de Todos-os-Santos em meados de janeiro de 2014, seguiu todos os critérios legais previstos no processo licitatório, afirmou a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), órgão fiscalizador do sistema hidroviário intermunicipal vinculado à Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra) e responsável pela garantia dos cumprimentos dos requisitos exigidos na concorrência pública. A representação no Brasil de três empresas gregas que participaram da consulta pública apontou indícios de "vícios" na licitação e acusou o governo da Bahia de pagar um preço acima do cobrado no mercado internacional. “[No valor pago] não está previsto apenas a compra das embarcações, mas os gastos com importação, seguros, taxas alfandegárias, adaptações da embarcação e capacitação da tripulação. Tudo isso tem um custo. Se a gente compra nessa modalidade, [as embarcações] só chegariam daqui a três anos, porque cada passo citado seria necessário uma licitação”, justificou, em entrevista ao Bahia Notícias, o diretor da Agerba, Eduardo Pessôa. As duas embarcações custarão aos cofres públicos € 18 milhões – R$ 54,9 milhões. Sobre possíveis problemas técnicos do barco grego Theólogos-V, apontados durante o processo, Pêssoa afirmou que o Estado possui as garantias de qualidade da embarcação adquirida. “Quando foi feita essa alegação, demos vistos ao processo e eles [Theologus Shipping Company] trouxeram uma carta da autoridade naval grega comprovando a capacidade técnica da embarcação”, afirmou. Já sobre a capacidade inferior do navio Panagiotis-D, da Agios Athanasios A. Maritime Company, que possuiu apenas 146 vagas para carros e 900 para passageiros – o exigido em edital era 160 vagas para veículos e 1,2 mil lugares para pessoas, o diretor da Agerba afirmou que, com a consultoria da empresa Consulnave, especialista do setor, critérios precisaram ser estabelecidos. “Colocamos a metragem indicada por metro quadrado, uniforme”, explicou.
Diretor da Agerba garante que embarcações não serão "presentes de grego"
Os dois novos ferries, comprados com o objetivo de atender as demandas dos usuários que procuram o sistema para realizar a travessia Salvador – Ilha Itaparica, serão geridos pela a Internacional Marítima, que tem contrato previsto até março de 2014. Nos quatro primeiros meses após a chegada dos navios em águas baianas, as empresas gregas participam do processo de treinamento de toda a tripulação brasileira que conduzirá os barcos. Os ferries serão batizados de Jorge Amado e Dorival Caymmi e terão a missão de minimizar os transtornos causados quando a procura pelo serviço aumenta. Neste último final de semana, feriadão em comemoração ao Dia da Proclamação da República, mesmo com cinco ferries em operação no esquema bate-volta, o aumento de 30% no fluxo de passageiros foi o suficiente para a espera na fila de veículos saltar para quatro horas de média.
*Bahianotícias
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