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'Não me arrependo', diz autor da morte de irmãos em Sete de Abril|

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'Não me arrependo', diz autor da morte de irmãos em Sete de Abril

| Foto: Raphael Muller | Ag. A TARDE
Sem remorso e muito menos arrependimento, Geovane Nascimento da Silva, 25 anos, disse que matou os irmãos Elenilton de Jesus Santos, 23, e Élisson de Jesus Santos, 21, no dia 23 de setembro, no bairro de Sete de Abril, antes que eles o matassem.

Os três homens tinham uma rixa antiga e após uma discussão mais recente, Geovane contou com a ajuda do traficante Geraldo Santos de Souza Filho, 25, o Jaquinha, e de Erivon da Hora de Jesus, 25, o Jordan, para executar os rivais e a irmã deles, Evelin de Jesus Santos, 19. Jordan e Jaquinha estão presos.

"Só me arrependo pela menina porque ela não tinha nada a ver", disse Geovane, nesta quarta-feira, 9, enquanto era apresentado à imprensa na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na Pituba. O autor do crime contou que o desentendimento inicial era porque Elenilton tinha se relacionado com a ex-companheira dele algumas vezes.

"Pegou ela e ficou passando na minha cara e eu disse que não queria mais falar com ele. Disse que não queria briga. Ai depois ele ficou me 'ticando', querendo briga. Isso foi em junho e quando soube que ele estava pegando a minha mulher eu terminei com ela no outro dia", contou o preso.

Motivação

Dois dias antes do crime, no dia 21 de setembro, Geovane e Elenilton tiveram uma discussão por conta de um 'papelão'. Segundo o delegado titular da Delegacia de Homicídios Múltiplos (DHM), Odair Carneiro, a motivação do triplo homicídio foi 'banal'. "Existia uma rixa antiga entre a família dos dois e no sábado, 21, Geonave entrou no quintal da casa de Elenilton para pegar uns papelões", disse. No caso, os papelões eram do pai dos irmãos, que é coletor de materiais recicláveis.

Os dois discutiram na rua e, de acordo com Geovane, os irmãos o ameaçaram de morte. Questionado sobre a ameaça, ele falou que "iria mandar dar umas cacetadas nele, apenas um susto, mas não me arrependo. Só me arrependo da menina que não tinha nada a ver. Já o outro irmão (Élisson) também estava no meio dizendo que ia me matar. Não me arrependo de ter matado eles dois porque iam me matar primeiro", declarou.

Conforme o delegado, após a briga no dia 21, Geovane foi procurar um dos líderes do tráfico da região. "Eles dois brigaram e um ficou chamando o outro de 'alemão' no meio da rua. Então Geovane foi até o Geraldo pedir ajuda. Ele disse ao Jaquinha que um vizinho tinha ameaçado ele, então Jaquinha disse que era para deixar com ele. A mãe dos irmãos só não morreu porque não sabiam que ela estava em casa", explicou. No dia, a mulher não estava se sentindo bem e tinha ido se deitar.

"Depois do crime fui para Camaçari. Fiquei de boa lá na rua, andando para lá e para cá. Aí, depois minha mãe ficou enchendo minha cabeça e eu vim aqui me entregar (no dia 27 de setembro)”, revelou Giovani.

O trio, que tem também passagens por tráfico de drogas e é investigado por outras mortes na região, vai responder pelo crime qualificado de tripo homicídio e pode pegar pena de 20 a 40 anos de reclusão. Eles estão detidos na sede do DHPP e serão encaminhados para o sistema prisional nos próximos dias.

A TARDE

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